As garrafas de água são como as cerejas

Reduzir o "fiasco" (justa escolha da palavra que foi ontem a manchete deste jornal) do Benfica em 2023/2024 à contratação de Ángel Di María é a conclusão mais fácil no rescaldo da patética eliminação frente ao Olympique de Marselha. Porém, a conclusão mais fácil nem sempre é a conclusão mais séria. O Benfica, por exemplo, deve um bom bocado a Di María o seu único troféu da temporada, a Supertaça conquistada em agosto porque foi ele o autor do primeiro golo do Benfica, uma obra de arte do seu pé esquerdo. Também não é lá muito sério dizer-se que o Benfica ganhou ao FC Porto porque jogou contra 10 quando Pepe só foi expulso aos 90 minutos. A verdade é que a equipa arrancou bem vencendo um troféu e, na semana que se seguiu, os analistas vaticinaram um Benfica condenado a passear a sua superioridade pelos relvados nacionais. Infelizmente para o Benfica, parece que na Luz toda a gente acreditou nisso.

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