Floresta de pernas

Leonor Pinhão
Leonor Pinhão Jornalista

Como se não bastasse

Como se não bastasse os árbitros não marcarem grandes penalidades contra o Benfica - e, mesmo assim, ainda está o Benfica a 4 anos de ameaçar o recorde mundial de 5 anos sem penáltis marcados contra o Sporting - apareceu agora um tal João Mário, não o verdadeiro mas o da contrafação, a ilibar Renato Sanches dos propalados propósitos assassinos no lance com Bryan Ruiz no último dérbi lisboeta. O último jogador a dizer algo parecido de abonatório sobre um colega de profissão foi Fábio Sturgeon, dando azo a um estridente protesto carregadinho de insinuações por parte do presidente do Sporting que, na sanha em prol da sua muito particular verdade desportiva, ainda arrastou para a lama pelos colarinhos o presidente do Belenenses. E, note-se bem, Bruno de Carvalho nem sequer se dignou a considerar o seu homólogo do Restelo como "um líder a sério".

Na próxima jornada do campeonato, vai o Sporting jogar ao Restelo defrontando-se, assim, a equipa de um presidente notoriamente a sério com a equipa de um presidente obviamente a brincar. E o resto é bola, esperemos.

O atual presidente da Liga não consegue decidir se a linda instituição a que preside apoia ou não recandidatura de Fernando Gomes à FPF e também não consegue decidir sobre uma data para a realização do Benfica-Sp. Braga das meias-finais da Taça CTT.

Além de ser indeciso é também rebelde e, pior ainda, ingrato. Ainda recentemente afirmou que no futebol "os jogadores e os treinadores são as verdadeiras estrelas", esquecendo-se dos presidentes, o que, de imediato, lhe valeu uma valente reprimenda pública do presidente do Sporting, lembrando-lhe que, no respeitante ao pacote das estrelas, "talvez incluir quem vota no presidente da Liga, os dirigentes, fosse simpático". Ou seja, ele próprio.

Afinados pelo diapasão da paupérrima propaganda oficial, satisfazem-se os adversários do Benfica em repetir que perdeu ingloriamente o emprego o último árbitro que assinalou uma grande penalidade contra os bicampeões nacionais. Pouca sorte do bom do árbitro, não duvidem. Pouca e inexplicável sorte porque o último árbitro que, utilizando o jargão do futebol e com o devido respeito, roubou um campeonato ao Benfica - aquele golo irregular de Maicon, lembram-se? - num instantinho arranjou um emprego muitíssimo melhor trocando o fiel apito pela presidência da Liga.

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