Da necessidade de diplomacia
A imprensa estrangeira e os comentadores estrangeiros são mais diretos do que os congéneres portugueses quando se trata do tema Cristiano Ronaldo, um assunto deveras internacional que paira poderosamente sobre este Mundial. Os estrangeiros, por não terem necessidade, não recorrem nem à mais baixa forma de diplomacia para dizerem o que pensam sobre esta fase crepuscular do fabuloso percurso do capitão da Seleção portuguesa. O inglês David Seaman, por exemplo, um ex-guarda-redes internacional que é uma referência do Arsenal, não se esmerou em floreados quando lá no país dele lhe perguntaram se gostava de ter Ronaldo ao serviço dos 'gunners': "Não o quero no Arsenal. A harmonia e a união no clube são brilhantes", disse, curto e seco.