Floresta de pernas

Leonor Pinhão
Leonor Pinhão

E boa sorte para todos

Como acontece corriqueiramente época a época, esta última, a de 2016/2017, vai dar-se por encerrada no sítio do costume, no Jamor, onde chegam amanhã cheios de boa disposição o Vitória de Guimarães e o Benfica. O Benfica vive feliz porque ganhou a Supertaça em Agosto e o campeonato há quinze dias. O Vitória Sport Clube vive feliz porque, tendo garantido o seu nome no cartaz da próxima da Liga Europa, estará presente na sua sétima final da Taça de Portugal.

No último fim-de-semana, os dois finalistas da Taça de Portugal despediram-se do campeonato averbando não-vitórias o que não impediu os seus adeptos de festejarem rijamente os respetivos sucessos. O Vitória perdeu em casa com o Feirense e recebeu uma despedida épica vinda das bancadas. Já o Benfica, muito a custo, conseguiu empatar com o Boavista mas bastou o golo de Kalaica para reinstalar a festa dos campeões nacionais no Bessa. É este, na generalidade, o estado de espírito que antecede aquilo a que se convencionou chamar a "grande festa do futebol". Boa sorte para os finalistas, para o árbitro e mais para o vídeo-árbitro e bom apetite para o pessoal dos piqueniques e que deixem as matas limpinhas e sejam todos amigos uns dos outros.

Lá fora, há uma nova geração de portugueses que é muito menos saloia e muito mais esperta do que as gerações anteriores. Vem isto a propósito do caso Marco Silva tal como tem vindo a ser relatado. Fazendo fé nos noticiários da semana, o jovem treinador português sopesou os convites que lhe foram endereçados para prosseguir a sua carreira ou em Portugal, ao serviço do FC Porto, ou em Inglaterra, ao serviço de um qualquer clube da Premier League, e estará inclinado a continuar a trabalhar em Inglaterra porque em Inglaterra é que é. Segue assim, salvo desmentido de última hora, o caminho de milhares portugueses, gente jovem e altamente qualificada a quem o país tem pouco de profissionalmente empolgante a oferecer. Mas se Marco Silva mudar de ideias não é porque deixou de ser esperto… é apenas uma esperteza mais à nossa dimensão, uma esperteza de trazer por casa.

Prossegue, entretanto, em Alvalade a disseminação ideológica da "cultura de exigência" imposta pelo presidente que, inevitavelmente, terá de começar por a impor a si próprio. Até porque já foi visto em voltas olímpicas ao estádio depois de uma vitória sobre o Praiense, sim, é verdade, o incrível Praiense.


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