É mau português quem não rejubilar com o Mundial de 2030

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A atribuição a Portugal, entre um grupo exótico de países, da organização conjunta do Mundial de 2030 é uma desgraça para o país. Para o país real, obviamente. Quanto ao país do futebol já está em festa. Teremos um arraial de autossatisfação e de sobrestima montado pelos próximos sete anos perpetuando moralmente uma nomenclatura questionável e a consagração de um modo de operar sob mira de múltiplas investigações judiciais. O país do futebol irradia felicidade, não se incomoda minimamente com a opacidade do apetitoso investimento público e ainda só não se atreveu a recuperar o slogan ridículo do Euro'2004 – "um desígnio nacional" – para não fazer lembrar, justamente, as derrapagens da despesa por ocasião dessa festividade.

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