E porque não Zaragatoa Dourada?
Mas que semana tão repleta de novidades e de não-novidades. Comecemos pelas não-novidades. Pela milésima vez as câmaras das estações de televisão chegaram primeiro do que a polícia a locais de buscas e de investigações sob a alçada do Ministério Público. Pela ‘milésima vez’, enfim, passe o exagero porque não terão sido mil as vezes em que os telespetadores viram, em primeira mão e em direto, as carrinhas descaracterizadas das forças da ordem estacionadas à porta de locais alegadamente suspeitos. Mas lá que episódios destes, mais do que recorrentes, são já uma tradição tão arreigada quanto as festas do Santos Populares no mês de junho, lá isso é verdade. Se a modalidade desportiva mais investigada em Portugal fosse o ciclismo, bem se poderia dizer que a nossa polícia sofria do complexo Poulidor, por chegar sempre em segundo lugar, tal como acontecia com o ciclista francês Raymond Poulidor, que foi o eterno segundo classificado do Tour de France de tempos passados.