Épicos e regionais

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Comecemos de bicicleta. A Volta a França, um dos maiores acontecimentos desportivos mundiais, arrancou este ano com três etapas na Dinamarca. Os dinamarqueses pagaram 25 milhões de euros à organização do Tour pelo privilégio de se associarem à prova das provas do ciclismo mundial e nem discutiram o valor da fatura que lhes foi apresentada. Os ganhos foram imensos, as três etapas em solo dinamarquês foram um sucesso, mas a competição, naturalmente, continuou a chamar-se Volta à França e não Volta à França-e-à-Dinamarca. No que ao futebol diz respeito, consta que a Federação Portuguesa de Futebol se associou à Real Federação Espanhola numa candidatura à organização do Mundial de 2030. Os espanhóis apresentaram esta semana os seus quinze estádios disponíveis para esse mega-acontecimento e os portugueses já sabem que só têm três estádios – Luz, Alvalade e Dragão – com as condições exigíveis pela FIFA. O Mundial de 2030 pode muito bem cair na península Ibérica, mas daí a chamar-lhe Mundial de Espanha/Portugal vai um grande exagero que afagará muitos egos, estratégias de manutenção de poder e faturação. Mas só isso. Veremos, até lá, se a fatura deste futuro investimento atinge proporções épicas ou meramente regionais. O atual presidente da FPF que atente bem nas faturas porque foi para isso mesmo que estudou.

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