Está tudo bem e vai melhorar
Nesta quinta-feira, véspera do jogo do Benfica com o Portimonense, o primeiro jogo do Benfica depois do espalhanço em Braga, coube ao treinador Roger Schmidt apresentar-se na sala da imprensa para responder às perguntas dos jornalistas. O facto em si não tem nada de especial. Tratou-se de mais uma das usuais conversas com treinadores que antecedem os desafios a contar para o campeonato nacional de futebol. Mas esta seria sempre uma ocasião especial, mais do que especial. Desde que aterrou em Lisboa para assumir o comando do Benfica, a 24 de maio, nunca ninguém tinha ouvido Roger Schmidt falar depois da digestão de uma derrota da sua equipa. O alemão chegou à Luz a meio da última primavera e teve de esperar pelo princípio deste inverno para experimentar o sabor de um desaire. O Schmidt que fomos conhecendo ao longo de uma invejável série de 28 jogos sem conhecer uma derrota foi um Schmidt encantador, ponderado, humilde mesmo na hora dos belos resultados contra adversários de monta, defensor dos seus jogadores, respeitador dos demais emblemas portugueses, dos árbitros e do futebol nacional cuja qualidade, de que todos tanto suspeitamos, lhe mereceu elogios a que se poderia perfeitamente ter esquivado.