Exaltações do momento
Jamais se esperaria unanimidade sobre uma lista de vinte e seis jogadores escalados para o grande acontecimento, na realidade, o maior acontecimento de todos os acontecimentos que é o Mundial de seleções organizado a cada quatro anos pela FIFA. Este é o momento retórico por excelência em que os adeptos ou celebram as escolhas do selecionador ou se indignam com as escolhas do selecionador, cabendo aos jornalistas e aos comentadores fazer prova de isenção e de bom senso na espinhosa missão de fornecer as explicações – a que o selecionador se escusou – e de serenar os ânimos populares que, nestas ocasiões, tendem sempre para a exaltação por razões essencialmente tribais. Porque o jogador do seu clube não foi chamado e porque o jogador do outro clube foi convocado e porque quem manda nisto são os empresários entre outros mimos pouco edificantes. Foi sempre assim, será sempre assim, não há aqui novidade nenhuma. É muito curto o período entre a divulgação dos convocados e o início da competição e o que se espera é que estes protestos se diluam até ao momento em que a seleção entre em campo para o seu jogo de estreia no Qatar.