Floresta de pernas

Leonor Pinhão
Leonor Pinhão Jornalista

Exatamente na mesma

O inamovível calendário das Festas, obrigando à costumeira pausa no campeonato, abriu espaço a duas jornadas da Taça da Liga, competição ideal para testar a condição dos jogadores depois dos desafios gastronómicos da consoada e, em muitos casos, de um sem número de viagens intercontinentais. Aparentemente, tudo e todos voltaram exatamente na mesma.

Tome-se por exemplo o Futebol Clube do Porto e o seu vulgaríssimo empate caseiro com o Feirense que coloca um bocadinho em risco a sua continuação na prova o que nada tem de especial nem de negativo, antes pelo contrário, se nos lembrarmos de que o próprio presidente do clube celebrou a eliminação nas meias-finais de 2012 frente ao Benfica com um "desta já estamos livres" que persistirá em fazer jurisprudência.

Persistindo também na normalidade veio o Porto queixar-se oficialmente de três grandes penalidades que o árbitro não assinalou a seu favor no jogo de anteontem no Dragão optando o pessoal do Feirense em ficar calado nesta matéria por uma questão de decoro. Os 3-penáltis-3 reclamados no jogo da Taça da Liga vêm somar-se aos 15-penáltis-15 que o Porto reclama nas primeiras 15 jornadas do campeonato à claríssima média de 1 penálti por jogo. Na próxima terça-feira, a equipa de Nuno Espírito Santo vai a Moreira de Cónegos e, vendo-se livre ou não de mais uma Taça da Liga para satisfação dos votos presidenciais, certamente que juntará mais uma quantidade assinalável de penáltis por marcar em seu favor ao rol de reclamações da campanha em curso que bem poderia ser batizada como "Volta José Pratas!" sem que seja necessário andarem todos a correr atrás dos pobres árbitros até porque já estamos no século XXI e poderia parecer mal.

Com tanta festividade e com tanta Taça da Liga fica o nosso campeonato suspenso por vinte dias que muito custam a passar a quem vibra com estas coisas. Tome-se, de novo, o exemplo do Futebol Clube do Porto. O seu último jogo para a prova maior foi a 19 de Dezembro frente ao Chaves e o seu próximo jogo será só a 8 de Janeiro em Paços de Ferreira. Em termos práticos, garante-nos este interregno que durante 20-dias-20 se vê o Porto impedido de reclamar mais uma meia-dúzia de grandes penalidades a seu favor por falta de oportunidade para tal. É óbvio que uma interrupção destas só serve para arruinar a galopante média de desfalques. Mais uma conspiração, está visto.

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