Fulgores da sanha anti-Schmidt

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Nas duas primeiras jornadas do campeonato aconteceram momentos de dignidade e de fair-play protagonizados por quatro treinadores. É verdade que ninguém ligou muito a isso porque não é fenómeno que renda em termos de audiências nem que apaixone a opinião pública. Quatro sujeitos a portarem-se impecavelmente ao mais alto nível até acaba por ser um embaraço para a comunidade. Roger Schmidt, Rúben Amorim, Filipe Martins e João Aroso são os nomes dos tais quatro indivíduos que se comportaram como gente educada nos melhores colégios suíços no universo da bola nacional onde campeia a grunhice. Roger Schmidt a dizer que o seu jogador Musa foi bem expulso no jogo do Bessa, Rúben Amorim a dizer que foi beneficiado por um erro do VAR – "o Casa Pia foi prejudicado, eu estaria muito revoltado no lugar deles" –, Filipe Martins, o treinador do Casa Pia, tudo menos revoltado, a dizer que nunca fala de arbitragens – "e não é agora que o vou fazer" – e, finalmente, João Aroso a demitir-se do Vitória de Guimarães em solidariedade com o seu chefe de equipa, Moreno Teixeira, e a explicar porquê: "Nunca equacionei trabalhar com outro treinador nem assumir a equipa principal depois da saída de Moreno." Quatro treinadores, quatro situações específicas e quatro chazadas para a plateia.a.

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