Horta, o jogador tratado como bola

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Na Suécia, Ricardo Horta fez o segundo golo da vitória do Sporting de Braga. Festejou-o com um gesto de mão dedicado ou às pessoas que falam muito, mandando-as calar, ou às pessoas que falam pouco, exortando-as a falar mais. Não se sabe. Ao contrário de Taremi, cujo 'nível de simulação' no jogo de Madrid não justificava o segundo cartão amarelo, o nível de simulação do gesto de Ricardo Horta na casa do Malmö justifica algumas considerações. O caso Horta tratou-se, de facto, de um caso estranhíssimo na sua não-resolução e, também, estranhíssimo pela aparente normalidade com que um ror de gente – as entidades interessadas, o Sindicato dos Jogadores Profissionais, os autodenominados 'agentes' do futebol e os fazedores de opinião – aceitou o desfecho da infeliz novela deste Verão. Infeliz para Ricardo Horta, obviamente. O presidente do Sporting de Braga, radiante nas suas declarações de encerramento do assunto, transpirava felicidade enquanto presidente do Benfica, há coisa de poucos dias, expressou um lamento lacónico sobre o não-negócio Horta e os gestores do Málaga, mais afoitos e desempoeirados, certamente por serem estrangeiros, anunciaram que a história não acabava aqui.

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