Inquietante exercício de comparação

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A divagação de hoje, véspera da véspera de Natal, coloca-me no limiar de poder ofender alguém ainda que sem intenção indevida à quadra. Peço desculpa aos que se melindrarem pedindo-lhes, também, nesta hora em que celebramos o nascimento da criança divina, que entendam o nosso dever, independente da divindade da criança, de olhar para as crianças não-divinas e nossas contemporâneas admirando-lhes as graças da sua imaturidade, a sua convicção nas certezas que abandonarão com o tempo e a benevolência com que observam as ações e escutam as palavras dos adultos que pretendem emular.

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