Normalidade é o que se quer
Teve grande valor o que o Sporting de Braga fez ao seu anfitrião FC Porto na quarta-feira ao serão. Porventura, estarão recordados de como, à meia hora de jogo, a marcha do resultado se apresentava francamente favorável à equipa visitante que vencia por 3-0 para espanto de muita gente e também para assombro dos comentadores da Sport TV. Ora, somando a estas três bolas sem resposta o score do jogo da 1.ª mão, um 1-1 muito discutido, qualquer entusiasta da modalidade facilmente chegaria à conclusão de que, pelo andar da carruagem, seriam já precisas pelo menos 4 grandes penalidades para o FC Porto resolver a seu favor o jogo e a eliminatória. Seria isto pedir muito? Sim, sem dúvida. Tantos penaltis assim de uma assentada não se arranjavam do pé para a mão. Recorrendo à velha expressão popular, seria "muita fruta" em tão pouco tempo embora, tratando-se de futebol, tudo possa sempre acontecer. Que impere, no entanto, o realismo. Até chegar esta última noite no Dragão, tinham sido assinaladas 8 grandes penalidades contra a equipa do Minho nos 810 minutos dos 9 desafios anteriores entre portistas e bracarenses. Com franqueza, vir agora reclamar 4 penaltis em escassos 60 minutos seria contra todas as regras da estatística e, principalmente, da parcimónia. E pronto, foi assim que o Sporting de Braga chegou à final da Taça de Portugal onde irá defrontar, imaginem só, o Benfica.