Nunca foi óleo, foi sempre azeite

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O silêncio inicial, a justificável prudência perante o caso de saúde que afastou Gabriel do jogo com o FC Porto deu azo a uma série notícias falsas sobre a ausência do jogador da convocatória de Bruno Lage. Estava-se mesmo a ver, garantiam as fontes mais conceituadas, que se tratava de um episódio disciplinar e que Gabriel fora posto de castigo por má conduta. Depois veio a saber-se que, afinal, Gabriel estava doente e os painéis de especialistas em más condutas profissionais de jogadores de futebol transformaram-se, num ápice, em painéis de especialistas em "parésia do VI par craniano esquerdo" que é o nome da doença ocular que afeta o jogador causando-lhe diplopia, o nome complicado para fenómenos de visão dupla. Há coisa de uma década, o italiano Gennaro Gattuso passou por mal idêntico. Foi-lhe diagnosticado depois de um AC Milan-Lazio em que só conseguiu estar 20 minutos em campo. "Via quatro Ibraihmovics à minha frente", disse então Gattuso que recuperou e voltou a jogar futebol passado algum tempo. Vai acontecer o mesmo com Gabriel. E, se quisermos ver as coisas por um prisma positivo, que bem se safou Gabriel de ver "quatro Artures Soares Dias" em ação no sábado passado quando até meio chegava e sobrava para o efeito pretendido.

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