Floresta de pernas

Leonor Pinhão
Leonor Pinhão Jornalista

O caso Mateus

Seria o melhor dos testes mas a possibilidade de acontecer falhou rotundamente ontem à noite no Estádio da Luz. Por um lado, ainda bem em nome da civilização. Por outro lado, foi pena para defesa urgente da boa reputação dos órgãos disciplinares da Liga e da FPF que administram a justiça das coisas da bola.

Tivessem as câmaras do sistema de vídeo-vigilância a funcionar em pleno, tivesse o presidente do Benfica decidido começar ontem a fumar, tivesse o presidente do Benfica decidido postar-se a uma esquina de um qualquer corredor nas imediações do balneário da equipa visitante, tivesse o presidente do Benfica, na sua inabilidade para o vício, soprado uma baforada eletrónica para o rosto do presidente da Arouca que ia tranquilamente a passar e quanto tempo teria a opinião pública de esperar para conhecer o veredicto da justiça desportiva sobre tão despropositado incidente? Menos de uma semana? Uma semana já seria, certamente, demais até porque é proibido fumar em recintos desportivos. Ou teríamos de esperar um mês inteiro pela inapelável pena disciplinar? Ou dois meses? E três meses? Oh, não, três meses com certeza que não…

Salvio, como sabem, ficou de fora do jogo de ontem com o Arouca porque sofreu no jogo anterior, com o Nacional, uma falta feia quando se escapava a um adversário que, vendo-se ultrapassado, não teve meias medidas e o atirou ao tapete pelas costas. Tratou-se de uma daquelas faltas brutas que acontecem em todo o lado onde se joga futebol e que logo merecem dos comentadores nacionais, quando comentam jogos estrangeiros, uma rápida e indignada sentença. "Isto é para vermelho direto!" Assim não entendeu o árbitro português do desafio da semana passada. O jogador do Nacional continuou em campo e o Benfica ganhou 3-0. Mas perdeu Salvio para a enfermaria. Ontem perdeu Ederson para o jogo de Braga e sabe-se lá para quantos mais jogos porque o guarda-redes do Benfica protagonizou um frente-a-frente disparatado e à margem das leis com Mateus e o árbitro decidiu-se pela expulsão. Este novo caso Mateus nem sequer exigiu ao árbitro qualquer espécie de coragem, antes pelo contrário. O que se compreende tendo em conta as ameaças que pesam sobre o sector segundo os serviços informativos do país.

Voltemos à ausência de Salvio. Jogou Carrillo no seu lugar e jogou muito bem. Fez o terceiro golo e que golo. Tudo isto deve ser muito enervante.

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