O que pensará o Mister disto tudo?
Fosse por negligência ou por desfaçatez, o ‘Expresso’ consentiu na distribuição pública de uma conversa em ‘off’ do primeiro-ministro com jornalistas da casa e veio, feito o mal, lamentar "profundamente o ocorrido" e pedir "as devidas desculpas ao primeiro-ministro pela quebra de confiança". Aos seus leitores, o ‘Expresso’ salientou "que a divulgação de conversas reservadas não é nem nunca será" a sua "forma de atuação". A não ser que os menus das conversas reservadas ou das correspondências privadas lhe caiam na mesa servidos pelo Porto Canal ou pelo simpático Rui Pinto. Este singelo pormenor de etiqueta foi esquecido na nota com que a atual direção do semanário fundado em 1973 pretendeu encerrar – e, porventura, terá encerrado – o incidente com António Costa.