Floresta de pernas

Leonor Pinhão
Leonor Pinhão Jornalista

Perdoem-me os acentos

O Benfica começou o jogo com o Torino apresentando um onze em que nove eram já jogadores da casa na última época e os dois que faltavam – Renato Sanches e Nicolas Gaitán – foram substituídos por André Horta e Franco Cervi, as únicas caras novas da equipa titular. Rui Vitória, não duvidem, é um excelente diplomata.

Por falar em caras novas, são tantas no Benfica que, confesso, ainda não as consegui decorar. Há uns que mal se distinguem. Por exemplo, Grimaldo, Cervi e André Horta parecem-se de tal modo que me confundem. Que confundam também os adversários é o que se deseja.

A festa da Eusébio Cup foi bonita mas o jogo anterior, com o Wolfsburgo, foi bem mais interessante do que o reencontro com o Torino tantas décadas depois do desastre de Superga. A partida de quarta-feira foi seguida na China através de uma rede social. Ficaram, assim, 540 milhões de chineses a saber que o Benfica tem uns quantos jogadores exímios a converter grandes penalidades porque foi, precisamente, no momento do desempate que mais brilharam essas estrelas. A exceção à monotonia foi Jonas que brilhou e fez jogar nos minutos finais – quando entrou em campo – e que ainda nos deu o prazer de o ver apontar um pénalti com grande desfaçatez e o consequente êxito.

André Carrillo fez a sua estreia na Luz e, sobre o peruano a única discussão entre os adeptos tem a ver com o modo como se pronuncia o seu nome. Carrillo ou Cárrillo? Para mim é Carrillo porque já o Cardozo era Cardozo e não Cárdozo. Perdoem-me os acentos mas não é preciso acentuar nada no Benfica. Ainda bem.

O responsável pelo caso João Mário que atormentou o país na semana passada – se é que há um caso João Mário e ainda há país – não foi um conluio de "jornaleiros" mas sim o senhor que fala ao microfone na cabina de som do Estádio de Alvalade e que, por loucura ou distração, chamou pelo nome do jogador sabendo-se que o jogador não estava lá e abrindo, assim, campo a todas as especulações. O resto é fado. O fado.

André Gomes que não tinha pedalada para o campeonato português tem pedalada para o campeonato espanhol e para vestir a camisola do Barcelona. É esta, pelo menos, a opinião dos responsáveis do Barça que o foram buscar a Valência e o receberam como se recebe um craque em Camp Nou. Este mercado de verão anda a fazer o bem a muita gente. E o mal a muita gente também. Compreende-se, há coisas que enervam.

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