Pobretes, mas alegretes
Por esta altura do ano, já bem entrada a primavera, a eliminação de equipas portuguesas nas competições da UEFA é uma normalidade. Por muito que doa a todos, por mais penáltis que tenham ficado por assinalar, por mais excitantes que tenham sido as vitórias morais, é esta a dimensão do nosso futebol. Não passa de um intruso, bem atrevido por sinal, entre os super-emblemas contra os quais se bate com galhardia. Nesta temporada foram os italianos que deram cabo das ambições internacionais do FC Porto, do Benfica e do Sporting. O ‘calcio’ é o futebol mais enfadonho do Velho Continente ainda que seja, note-se, um dos mais caros. Sir Matt Busby, figura superlativa do futebol inglês do século XX, terá confidenciado um dia que não queria ir para inferno quando morresse porque temia que o inferno fosse aquele lugar onde seria obrigado a ver jogos do campeonato italiano todos os fins-de-semana. No entanto, nas edições correntes da Liga dos Campeões e da Liga Europa, o futebol italiano, que falhou o último Mundial, tem três equipas nas meias-finais.