Quatro temas da atualidade

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Ainda ninguém conseguiu arrancar uma palavra ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol sobre a irregularidade da situação contratual estabelecida entre a entidade FPF e o selecionador e os seus adjuntos. É bestial ser-se uma pessoa importante. Todos se encolhem perante as importâncias. No entanto, não se encolheu a Autoridade Tributária. O cenário é de flagrante fuga fiscal. Fernando Gomes paga a Fernando Santos através de uma empresa chamada Femacosa, uma empresa "meramente formal e desprovida de substância económica", "supérflua e artificial", que permite ao selecionador poupar milhões, muitos milhões, em impostos devidos ao Estado, ou seja, a todos nós. É verdade que em julho de 2016 não houve português que não dissesse em voz alta que Fernando Gomes e Fernando Santos podiam fazer o que quisessem que ninguém lhes levaria a mal depois da conquista do Europeu em França. São aqueles exageros sentimentais que resultam de uma alegria grande e da correspondente gratidão. Mas não era bem nisto, ou seja, na Femacosa, que estavam a pensar todos os que vibraram com o golo do Eder. Num país "a sério", essa expressão consagrada, o presidente da Federação e o selecionador nacional já teriam pedido a demissão dos cargos que ocupam. Num país "muito a sério" já teriam sido demitidos. E o que pensará sobre este tema o Secretário do Estado do Desporto? O que pensa a Autoridade Tributária já sabemos.

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