Rui Costa, que bela semana

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Que bem estiveram na Europa as duas equipas com mais jogadores formados pelo Benfica. Os mais jovens, os sub-19, conquistaram a UEFA Youth League na Suíça. Já os mais velhos – Éderson, João Cancelo, Rúben Dias e Bernardo Silva – foram titulares do Manchester City na 1.º mão da meia-final da Liga dos Campeões. Este City é uma espécie de o nosso Benfica-europeu-by-default que é, como quem diz, por omissão. À semelhança do que se passou com mais novos em Nyon, também os mais velhos, em Manchester, superaram com a sua suprema qualidade um desafio internacional de suprema responsabilidade. Venceram o Real Madrid por 4-3 e jogaram todos muitíssimo bem. O treinador do Benfica-europeu-by-default não se cansou de elogiar Bernardo Silva, que foi eleito o homem do jogo pela UEFA. Bernardo esteve no campo todo. À frente, atrás, no meio, à direita e à esquerda e ainda marcou um golo soberbo. "Ele entende o jogo como ninguém", disse Guardiola. Tem razão. Bernardo comete em campo a proeza de ser o transportador de piano e a proeza de ser, ao mesmo tempo, o piano propriamente dito. Ora uma habilidade destas – transportar o piano e ser o piano – não se vê por aí todos os dias.

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