Santos populares e santos impopulares
Na mesma semana em que o presidente do Sporting disse, e muito bem, não querer uma arbitragem "condicionada pelos presidentes dos clubes" veio o diretor de comunicação do FC Porto revelar que, em Portugal, "a única atividade onde não há benfiquistas é nos árbitros". Isto a propósito de um pedido de escusa de uma juíza que entendeu não dever julgar o caso de uma possível interdição do Estádio da Luz tendo em conta que é adepta e sócia do Benfica. Mariquices, está mais do que visto. Proferida pelo diretor de comunicação do FC Porto a frase "a única atividade onde não há benfiquistas é nos árbitros" é suficientemente reveladora de como aquele consagrado atributo da "ironia do costume" já não é o que era. O que não deixa de ser grossa novidade. No fundo, são coisas que acontecem ou por força do desgaste do material ou, mais provavelmente, por força do grande alívio causado pela decisão judicial que adiou para 12 de junho a leitura da sentença do caso do roubo e truncagem do correio eletrónico do Benfica que já esteve marcada para 27 de março e, posteriormente, para 12 de maio para, agora, ser remarcada para o dia da véspera de Santo António, o padroeiro de Lisboa, por ocasião das Festas da Cidade.