Floresta de pernas

Leonor Pinhão
Leonor Pinhão

Senhor Gonçalo Guedes

Gonçalo Guedes tem 19 anos e, quando arranca, parece um comboio. A sério, um comboio de alta velocidade. Ninguém o trava. Já tinha sido impressionante na semana passada no Restelo a marcha poderosa do jogador do Benfica mas ontem superou-se com um golo fenomenal a acrescentar a outros noventa minutos surpreendentes de intensidade física. E de qualidade. É nos seus ombros juvenis que recai a responsabilidade prática de levar a equipa para a frente e não nos tem falhado. E, depois, acaba sempre os jogos com aquele sorriso de felicidade de quem está a viver um sonho e está. O seu sonho e o sonho de muita gente, de imensa gente. Perto dos 80 minutos de jogo, Rui Vitória substituiu Fejsa por Samaris e, quando o sérvio recolheu ao banco, o treinador do Benfica segredou-lhe qualquer coisa ao ouvido. Fejsa riu-se. Aposto que lhe disse: –És grande.
E é mesmo grande. Aliás, é enorme.

Luís Filipe Vieira foi reeleito sem concorrência. Prometeu que nos próximos 4 anos se dedicará à obra da redução do passivo sem beliscar a competitividade do imenso universo desportivo do clube. Se assim acontecer será mesmo obra. Manuel Vilarinho era a pessoa mais feliz na noite eleitoral de anteontem o que se compreende porque foi ele que teve a ideia. O presidente da Liga também esteve no pavilhão Luz na tomada de posse dos corpos sociais do Benfica. Sentou-se na primeira fila ao lado do grande Humberto Coelho, deu autógrafos e tirou fotografias com adeptos do Benfica. Quando o seu nome – chama-se Pedro Proença – foi anunciado entre os das individualidades presentes nem um protesto, nem uma manifestaçãozinha de desagrado se ouviu das bancadas. Nada de nada perturbou a tranquilidade cívica da sessão. Era o que se exigia. O Benfica, na verdade, é mais do que um clube, é uma obra social.

Dizem os jornais que Jonas só cortará as barbas quando voltar a jogar. No lançamento do jogo com o Paços de Ferreira disse também o treinador do Benfica que talvez possa haver Jonas operacional neste mês de novembro que já está à porta. Que volte depressa o nosso Jonas. E, quando voltar, que não corte as barbas que lhe ficam tão bem sarapintadas de grisalho. Trata-se de um atributo, mais um atributo de Jonas, que, só por si, mete respeito fora de campo e dentro de campo.

Ontem o Benfica fez entrar nos últimos 20 minutos de jogo André Carrillo, depois Raúl Jiménez e, finalmente, Samaris. O Benfica tem um bom banco ou não tem?
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