Tudo o que vale a pena

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"A Alemanha tinha feito melhor se não tivesse tapado a boca e ganhasse ao Japão. Estamos aqui para jogar futebol. Não estou aqui para mandar uma mensagem política." As palavras são de Eden Hazard, o capitão da seleção belga. São as palavras mais tristes deste Mundial, para já. Confiemos que a coisa melhor. O futebol tem essa capacidade até porque foram muitas as vezes em que este jogo se alinhou corajosamente em defesa das democracias, dos mais elementares direitos e sem olhar a perigos. Até em Portugal aconteceu, imagine-se. Em 1938, um grupo de internacionais portugueses recusou-se a fazer a saudação nazi antes de um Portugal-Espanha. Em 1969, a Académica, finalista da Taça de Portugal, levou para o relvado e para as bancadas do Jamor os protestos de toda uma geração. O futebol saiu dignificado em 1938 e em 1969 porque esses jogadores antigos, ao contrário do que aconselha Hazard em 2022, estiveram "ali" para mandar uma mensagem política e não estiveram "ali" apenas para jogar futebol.

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