Um mês salvo já é uma festa
Assim que o árbitro deu por esgotado o tempo regulamentar da primeira meia-final da Taça da Liga, sempre a agourar, os comentadores da Sport TV, à moda de quem antecipa o pratinho, logo se lembraram dos azares do Benfica no modelo de desempate através da marcação de grandes penalidades e, a propósito, evocaram ainda com maior precisão as finais perdidas pelo Benfica nessas precisas circunstâncias. É verdade que não disseram mentira nenhuma. Foi isso, justamente, o que aconteceu em Estugarda, na final da Liga dos Campeões, em 1988, e o que voltou a acontecer em Turim, na final da Liga Europa, em 2014. O que valeu ao Benfica na terça-feira passada em Leiria foi ter-se comprovado que a nossa Taça da Liga não é a Liga Europa nem, muito menos, a Liga dos Campeões em termos da malapata e, só por isso, consolada nesse respaldo vindo do além, deve a nossa equipa de futebol entrar em campo logo à noite determinada em provar ao país que não são ‘monos’ nenhuns, antes pelo contrário.