Um momento revolucionário
O Benfica é o primeiro a eleger presidente um antigo jogador de futebol feito na sua casa. É um momento revolucionário. É certo que ainda ofuscado pelas ocorrências que ditaram a queda do presidente anterior, mas não deixa de ser um momento revolucionário a eleição de Rui Costa, o 34.º presidente do Benfica. Os próximos tempos na Luz serão, certamente, confusos por força dos dossiers em agenda e pelos naturais constrangimentos da mudança, mas não tardará que esta modernidade vibrante – o presidente do maior clube português é um antigo jogador do maior clube português – ameace contagiar outros clubes, outros emblemas e outras massas associativas sedentas de progresso e de copiar o Benfica. O próprio Rui Costa, provavelmente, ainda não teve tempo nem sossego para refletir sobre o que a sua eleição significa em termos de revolução de costumes. Significa muito. Que seja muito feliz.