Floresta de pernas

Leonor Pinhão
Leonor Pinhão Jornalista

Varela e mais 10 e mais 9

Ao contrário de todos os prognósticos, que eram muito reservados, o Benfica saiu vivo da sua visita ao estádio do Porto e terá saído de excelente saúde atendendo às circunstâncias. Até começou muitíssimo bem o jogo surpreendendo os seus próprios adeptos, os donos da casa e a crítica em geral. O fulgor dos campeões nacionais durou os vinte minutos iniciais mas depois foi esmorecendo até ao intervalo sem que nada de extraordinariamente invulgar tenha ocorrido, exceção feita ao lance em que Fejsa, inadvertidamente, atropelou o árbitro que lhe apareceu pelo caminho. A culpa foi do árbitro que estava mal colocado. De resto esteve sempre bem colocado em campo, julgando com rigor lance a lance, menos, talvez, todos os lances em que Felipe ia varrendo adversário após adversário sem nunca ter visto um cartão amarelo. Foi obra.

Tal como tinha começado bem o jogo, o Benfica também terminou em grande o jogo. Com menos um jogador em campo, o que torna sempre as coisas mais difíceis, conseguiria o Benfica não só não sofrer golos como quase marcar através de Krovinovic. Entre estes dois períodos bons do Benfica na sua deslocação de ontem o que mais se viu, na realidade, foi o Varela a trabalhar. E muito bem. Ao ponto de já se dizer que o Benfica era o Varela e mais 10. Depois, quando o Zivkovic foi expulso, passou-se a dizer que o Benfica era o Varela mais 9.

Só lá para o fim de junho, quando a Seleção Nacional já tiver jogado na Rússia com a Espanha, com Marrocos, e com o Irão, é que veremos validadas por demonstração prática todas as opiniões emitidas e a emitir sobre o potencial do que nos saiu ontem na rifa no Kremlin. São três adversários que metem respeito, parece óbvio. Dos marroquinos temos as piores recordações desde 1986 e dos iranianos não temos recordações nenhumas nestes altos patamares, embora o seu treinador seja um grande especialista em aborrecer os portugueses, ou seja, os seus próprios compatriotas, precisamente nestes altos patamares. Quanto aos espanhóis, contra todas as aparências, são a melhor coisa que nos poderia ter calhado em sorte vinda do Pote 2 porque o seu treinador, um sujeito chamado Julen Lopetegui, é péssimo. E se há idiotas que o contratam, enfim, só pode mesmo ser "para perder", tal como sugeriu há pouco mais de uma semana o presidente do FC Porto num momento de justificada euforia internacional.

No delicioso campeonato do poliglotismo, uma feroz competição exclusivamente destinada a treinadores portugueses, surgiu esta semana – e contra todas as expectativas – um novo e fulgurante líder destacado, destacadíssimo. Trata-se de Ricardo Sá Pinto que a falar francês destronou do topo da tabela, onde se encontravam ‘ex aequo’ e talvez já um pouco acomodados, Vítor Pereira a falar inglês e Jorge Jesus a falar espanhol.

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