Cartão branco

Luciano Gonçalves
Luciano Gonçalves Presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol

Estabilidade precisa-se

Prestes a arrancar os dois campeonatos profissionais do calendário nacional, e bem à portuguesa, há ainda muitas coisas a definir, sobretudo no que à arbitragem diz respeito. Os árbitros já começaram também a sua pré-temporada e preparam-se para lidar cada vez melhor com a ferramenta do VAR, que chegou para ficar, mas alguns temas fundamentais continuam por acertar.

É público que os prémios de jogo dos árbitros não são aumentados desde 2009/10 - há, portanto, nove anos. Na época passada, houve conversações entre a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) e a Liga Portugal, no sentido de corrigir esta injustiça. À nossa proposta do início de temporada, a Liga contrapôs com uma oferta ainda aquém das pretensões dos árbitros.

Os árbitros acreditaram que tudo poderia ser diferente este ano, com a passagem de todos os temas relacionados com a arbitragem para a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), algo que muito agradava à nossa classe. O problema é que, prestes a entrar em agosto, a Liga ainda não aceitou a proposta feita pela FPF e que já incluía uma grande parte das pretensões dos árbitros.

Mais uma vez, um tema de cariz decisivo para a estabilidade das competições profissionais é deixado para segundo plano. Mais uma vez, os árbitros são tratados como parentes pobres e distantes do futebol. Mais uma vez, a memória é curta e parece que não aprendemos nada com os erros do passado.
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