Ninguém tem culpa. Nem nós!
Ser árbitro já é só por si uma atividade que demonstra coragem, mas hoje em dia além da paixão tem de existir um grande esforço financeiro para se conseguir suportar as despesas inerentes à função. Não apenas o combustível, que é a principal dificuldade, mas a alimentação, os equipamentos desportivos e tecnológicos como BIP ou SCA (intercomunicadores) são despesas elevadíssimas numa remuneração que muitas vezes é demasiado baixa. É verdade que os valores variam imenso de norte a sul, mas dos apoios financeiros pouco fica na carteira do árbitro. Um subsídio de alimentação de 6 euros para um árbitro almoçar entre dois jogos é apenas um dos vários exemplos dos subsídios injustos. E já nem menciono a inexistência de apoios na aquisição de material desportivo, que fica totalmente a cargo dos árbitros, com exceção dos primeiros dias de atividade, em que a APAF e o CA das ADR’s e FPF entregam uma camisola.
