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Luís Aguilar
Luís Aguilar

Bons, muito bons e os outros

São as contradições do futebol português. Temos alguns dos melhores jogadores e treinadores do Mundo. E depois temos dirigentes que aceleram no sentido inverso e insistem em manchar o que de bom se faz no relvado. As meias-finais da segunda mão da Taça de Portugal foram verdadeiros hinos ao futebol. Uma extraordinária forma de vender a competição e mostrar o que de melhor existe em algumas equipas portuguesas. O Chaves-V.Guimarães teve emoção, golos, alegria e tristeza num dos encontros mais entusiasmantes da temporada. Receita transportada para o dia seguinte no Benfica-Estoril. Adeptos em êxtase, adeptos em lágrimas. Futebol no seu esplendor.

Lá fora, Marco Silva passou de ‘Marco Who?’ a um dos técnicos mais elogiados da Premier League. Chegou ao quase condenado Hull City no início do ano, revolucionou o plantel no mercado de inverno, tirou a equipa da zona de despromoção e foi o 4.º treinador que fez mais pontos nos últimos 11 jogos (superior a Mourinho, Klopp ou Guardiola).

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Por sua vez, o Monaco de Leonardo Jardim continua a encantar. É certo que perdeu a final da Taça da Liga francesa com o PSG, mas segue líder no campeonato e prepara-se para defrontar o Dortmund nos ‘quartos’ da Champions.

Estes são os muitos bons, os que nos fazem ter orgulho. E depois temos os outros. A pandilha dos comunicados, das queixas e cartilhas. Dos posts incendiários. Dos presidentes e diretores de comunicação que acham ser eles as estrelas do jogo. São vilões num filme que tinha tudo para ser bom. É pena que insistam em querer ter mais palco do que os artistas. E mais grave é o silêncio da Liga, especialmente, mas também da FPF, perante tantas barbaridades que saem da cúpula dos três clubes grandes.

Por Luís Aguilar
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