É uma altura pródiga em expectativas, ilusões e especulações. Saídas anunciadas, entradas quase finalizadas. Por esta altura, podem mudar as caras, mas não mudam os corações. Os dos adeptos, pelo menos. Continuam a olhar para os seus símbolos com medo que estes rumem a outras paragens. O mexicano Herrera, nesse aspeto, há muito que se tornou uma figura do FC Porto. Aproveitou as férias para uma cirurgia facial, mas os dragões esperam que essa seja a única mudança a envolvê-lo.
Aos 28 anos, depois de 70 internacionalizações pelo seu país, é um dos jogadores mais importantes no plantel azul e branco. E os rumores vêm de todo o lado. Fulham e Lyon juntam-se à longa lista de supostos interessados. Mas antes até se falou no Real Madrid. Sérgio Conceição já deixou o aviso: há jogadores que não têm qualidade para estar no FC Porto. Herrera, certamente, não é um deles. Pelo contrário. E o técnico vai desesperando pelos que não chegam enquanto teme a saída de mais peças essenciais.
Ficar sem o mexicano seria um rude golpe. Pela sua qualidade, liderança, regularidade (42 jogos oficiais na última época) e força mental. Todos ainda se lembram de que passou quase a proscrito por causa de um canto que deu o empate ao Benfica (2016/2017). Deu a volta da melhor forma. Com garra, atitude e profissionalismo. A ser, no fundo, o que sempre foi. Pode ter uma cara 'nova', mas o seu futebol mantém o mesmo aspeto e a mesma essência. É um dos melhores da equipa. Há várias épocas…
Por Luís Aguilar