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Tudo parecia criado para mais uma época de ‘Hala Madrid’. Conquistou duas Supertaças, ridicularizou um Barcelona que se previa ficar ainda mais ferido com a saída de Neymar, e isto logo depois de ter ganho a liga e duas Champions League. Imbatíveis? Incríveis? Galácticos? Prognósticos errados como tantas vezes acontece no futebol.
Chegamos ao final de janeiro e o Real só pode lutar pela Ligados Campeões. Zidane, outrora herói, é o primeiro a admitir que ser eliminado pelo Paris Saint-Germain pode custar-lhe o lugar. No Bernabéu,onde vivia uma equipa imbatível, reside hoje um conjunto cheio de dúvidas, moribundo, que até permite a remontada na Taça do Rei a um Leganés que ocupa um modesto 13.º lugar no campeonato e ainda não tem a manutenção garantida. Ganhar muitas vezes pode trazer excesso de otimismo que, por sua vez, dá lugar à desorientação quando surgem os maus resultados.
Mas o problema do Real começou antes. Vem da pré-época e de um mau mercado deverão quando tudo ainda parecia perfeito. Deixou sair Pepe, voltou a congela r o negócio de De Gea e falhou a contratação de Mbappé. Ronaldo marca muito menos, Bale está quase sempre lesionado e Isco é uma sombra do que mostrou nas duas últimas épocas. Tudo junto resulta numa catástrofe e num treinador que, depois de ter ganho oito títulos, está à beira do precipício. É a história do Real. Um clube que recorda sempre com mais carinho jogadores e presidentes do que os seus técnicos. Zidane é apenas mais um que se prepara para ser engolido pela enorme máquina blanca. Vive os dias do fim nesta crónica de uma morte anunciada.