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A imagem correu mundo. Passadas poucas horas de ser partilhada, já tinha chegado aos 4 milhões de gostos. Cristiano Ronaldo, a segurar o prémio The Best, sentado num trono de rei. O rei do futebol, sugere a fotografia. Mas mais do que isso. Muito mais. O rei do empenho, da dedicação, do treino. O treino no campo e em casa.
Uma vida com um único foco: ser o melhor. Correr mais rápido, saltar mais alto, marcar, decidir, resolver, vencer. Tem sido assim todos os dias. Desde as camadas jovens no Sporting. Desde o início. Sem nunca facilitar.
No futebol não há herdeiros por direito. Os tronos, as coroas, os prémios vêm do trabalho. Ronaldo, com todos os seus defeitos e virtudes, é o exemplo máximo da capacidade de sacrifício. Da vontade. Da concentração rumo aos objectivos.
Aos 32 anos, no ativo, é uma das maiores lendas da história do futebol. Um campeão em toda a linha. O homem de todos os recordes. O líder de uma selecção campeã da Europa. O homem que nos faz parar, ano após ano, em frente à televisão nos dias em que se elege o melhor do mundo.
Ali está ele. Com Messi. Os dois. Numa total soberania na última década. Ali estamos nós. À espera de vê-lo receber o prémio do melhor do mundo. O The Best, a Bola de Ouro. Prémios diferentes, prémios que se juntam e separam. E uma figura indivisível. O artista supremo.
Um português. No topo do mundo. O nosso Ronaldo. O nosso orgulho. Para ele, um obrigado. Um eterno agradecimento. Com ele, por causa dele, nem que seja por um dia, somos todos The Best. E para o ano estamos lá outra vez...
Por Luís Aguilar