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Luís Avelãs
Luís Avelãs Jornalista

A normal tendência do 1-1

O resultado mais inesperado da 8.ª jornada aconteceu em Alvalade, com o Tondela de Petit a ser capaz de roubar pontos (outra vez) ao Sporting de Jorge Jesus. Para além das implicações que a surpresa teve na classificação, convém realçar que este foi apenas um dos cinco encontros da ronda que terminou 1-1. Sim, em mais de metade das partidas, o desfecho foi exatamente o mesmo, com a particularidade de os primeiros quatro duelos (por ordem cronológica) terem sido todos 1-1.

Mas, é assim tão estranho ver este resultado surgir com assiduidade no Campeonato? Não, de todo. Aliás, esta temporada, após a realização de 72 jogos, o ‘score’ mais habitual é... mesmo o 1-1, pois já aconteceu em 12 ocasiões. Depois, aparecem o 0-1 e o 2-0, registos que já se viram nove vezes nesta primeira fase da época. No que se refere aos empates, os seis que não foram 1-1 distribuem-se assim: 0-0 (4 vezes), 2-2 e 3-3 (1 vez cada).

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A tendência para o 1-1 na principal prova do futebol nacional não é nova. A época passada, é verdade, não foi o resultado mais comum (1-0, em 38 partidas), mas apareceu logo no segundo lugar, a sete jogos (31) de distância. Já em 2014/15, o 1-1 terminou na primeira posição (46 jogos), enquanto na temporada 2013/14 foi o segundo desfecho mais verificado (31 vezes), a escassos três jogos do 1-0. Quer isto dizer que, nos últimos anos, o 1-1 está sempre num dos primeiros dois lugares, quase sempre em ‘despique direto’ com o 1-0, o campeão histórico dos resultados em Portugal, pois já aconteceu 2.063 vezes nos 17.790 jogos realizados.

Só por curiosidade, diga-se que, esta época, para além de 18 empates, registam-se ainda 29 vitórias caseiras e 25 forasteiras.

SABIA QUE...

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Pela primeira vez, o Sporting não fez 10 remates? No empate caseiro com o Tondela, os leões só ‘dispararam’ 9 vezes. Até então, o registo mais baixo era 11, verificado na 4.ª jornada, aquando do 3-0 ao Moreirense.

O Boavista teve penáltis contra nas últimas três jornadas? Aghayev logrou parar, na 7.ª ronda, o remate de Roberto (Moreirense), mas não conseguiu evitar os golos de André Silva (FC Porto) e Dyego Sousa (Marítimo), nas jornadas 6 e 8.

Esta foi a jornada com menos remates? Apenas foram efetuados 178, bem abaixo do anterior recorde mínimo (191, na 4.ª ronda).

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As equipas oriundas da Segunda Liga são as que mais faltas têm na prova? Com efeito, após oito jornadas Chaves e Feirense somam 154 infrações, à média de 19,25 por encontro. Em terceiro da lista está o Tondela (143). No polo oposto seguem Benfica e Estoril, com 99 (média de 12,37).

Por Luís Avelãs
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