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Luís Avelãs
Luís Avelãs Jornalista

Mercado é a sério

Saber comprar é algo que tem cada vez mais importância no futebol moderno, nomeadamente em países como Portugal, onde mesmo os principais clubes não se podem dar ao luxo de adquirir jogadores feitos. Por cá, os responsáveis de Benfica, FC Porto ou Sporting estão obrigados a investir em jovens com qualidade para render no imediato, é certo, mas também com suficiente margem de progressão para, anos volvidos, serem negociados para as grandes ligas europeias a troco de verbas astronómicas.

Mas se comprar bem é uma arte, ter a capacidade para vender melhor é, muito provavelmente, ainda mais complicado. Os ‘tubarões’ conhecem as dificuldades financeiras dos clubes cá da terra e, claro, tentam levar as pérolas por um preço de ocasião. Saber resistir é difícil, mas imperativo em determinadas situações, pois só assim se mostra força negocial. Contudo, essa espécie de ‘bluff’ só pode funcionar se a ‘mercadoria’ tiver mesmo valor, se existirem vários interessados, se os jogadores em causa já mostraram a sua arte na Liga dos Campeões ou nas grandes provas de seleções.

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O Sporting já produziu muitas estrelas, mas nunca recebeu o dinheiro justo pelos artistas que viu partir, enquanto o FC Porto já foi exímio a descobrir talentos e depois a potenciá-los. Agora é a vez de o Benfica ter um lugar de destaque neste campeonato vital. Só este ano já ‘choveu’ dinheiro na Luz à conta dos negócios de Gonçalo Guedes e Ederson. Lindelöf vai já a seguir e há mais em lista de espera...

Por Luís Avelãs
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