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Quatro jogos e igual número de vitórias. É este o (surpreendente) saldo de Luís Castro ao leme do Rio Ave. O técnico que começou a época no segundo escalão, no FC Porto B, já conseguiu mais pontos (12) do que os obtidos pelos vila-condenses durante os 10 embates realizados sob o comando de Capucho (11).
Aquando da ‘chicotada’ nos Arcos, o Rio Ave seguia no 12.º lugar, com somente 3 pontos de vantagem em relação aos postos que ditam a despromoção. Agora, saltou para o sexto lugar e já vê os dois últimos – Feirense e Tondela – a 12 e 13 pontos de diferença, respetivamente. Nesta altura, aliás, faz mais sentido medir a distância para cima, para o quinto lugar que vale Liga Europa: está só a 4 pontos.
Olhando para os adversários que o Rio Ave superou recentemente (Tondela e Nacional, em casa; V. Setúbal e Arouca, fora) pode dizer-se que não apanhou nenhum dos primeiros classificados. Contudo, também é justo realçar que esta equipa, ainda com Capucho ao leme, empatou em Braga, ganhou nos Barreiros ao Marítimo e, diante dos seus adeptos, conseguiu improvável (mas justo) triunfo contra o Sporting. Por outras palavras, ainda antes da troca de técnico já a equipa conseguia, aqui e ali, resultados muito interessantes, apesar de mesclados com muitos deslizes caseiros (quatro derrotas em oito compromissos)
Outro dos dados relevantes do desempenho dos nortenhos esta época é constatar a sua predisposição para pontuar na condição de visitante. Alguém, de cabeça, diria que o Rio Ave (em seis jogos) tem mais pontos fora (11) do que Sporting (8) ou Sp. Braga (10) e que soma apenas menos um que o FC Porto (12)? E convém acrescentar que minhotos e portistas já alinharam sete vezes fora...
Perante estes dados ganha maior expectativa a deslocação do Rio Ave, logo, ao Estádio da Luz. Irá a equipa manter a senda ganhadora e a tendência para brilhar fora? Para já, convém ter também em consideração que se o Benfica marcou em todos os jogos na Liga, os nortenhos só ficaram em branco na 9.ª jornada, aquando da derrota caseira com o V. Guimarães (0-3)...
SABIA QUE...
A 14.ª jornada foi a que registou menos remates na época? Ao todo houve 176 "disparos" à baliza, menos dois do que sucedera na ronda 8. Ainda assim, agora contabilizaram-se 22 golos contra os 18 da 8.ª jornada.
Nas duas rondas em que o Benfica beneficiou de penáltis não houve mais nenhum? Curiosamente, o mexicano Raúl Jiménez transformou ambos. Contudo, enquanto agora isso valeu uma vitória no Estoril (1-0), na 2.ª jornada, só deu para empatar em casa com o V. Setúbal (1-1).
O FC Porto operou a reviravolta caseira com o Chaves com golos de dois futebolistas que ainda não tinham faturado? Com efeito, nem o belga Depoitre, nem o internacional português Danilo Pereira haviam festejado nas rondas anteriores.
O Sp. Braga é a única equipa que não sofreu golos nas duas últimas jornadas?
Por Luís Avelãs