Dérbi bipolar foi estranho mas emotivo
Uns, os da casa, precisavam de vencer para ainda sonhar com o terceiro lugar e com a possibilidade de disputar a Liga dos Campeões 2023/24; os outros, os rivais da Segunda Circular, necessitavam dos 3 pontos para, em definitivo, fechar as contas do título. Sendo este um cenário bastante claro a priori, não deixou de causar sensação perceber, logo nos minutos iniciais, que o Benfica - mesmo tendo ensaiado uma pressão alta de entrada – parecia disposto a esperar por aquilo que o jogo oferecesse. O Sporting, pelo contrário, correu riscos, procurou ser feliz e, para além de ter marcado duas vezes antes do descanso, controlou por completo o jogo. O poderio de Ugarte e Morita, na zona central, foi determinante para esse domínio, mas houve mais vontade, velocidade e criatividade. Os encarnados, ao invés, davam a ideia de ter voltado atrás no calendário, para aquela fase em que estiveram quatro partidas sem ganhar (Liga e Champions). Eram evidentes as fragilidades no passe, na construção ofensiva e até na marcação quando em momento defensivo. O jogo parecia entregue.
