Juntar arte pura deve ser sempre opção
Nas horas que antecederam o clássico – e enquanto nas hostes portistas a questão fulcral andava em torno da obrigatoriedade de avançar com uma dupla de centrais que deixará sempre inquietos os adeptos – muito se discutiu sobre a possibilidade de Roger Schmidt montar um onze com Neres e Di María. Confesso que não acreditava nisso. Não por subscrever a tese (defendida por muitos) de que com os dois em campo o Benfica fica necessariamente desequilibrado na hora da perda de bola. Claro que isso pode acontecer, mas na maioria dos jogos os encarnados passam mais tempo no ataque, a procurar desmontar as defesas contrárias. Logo, contar com os dois artistas é uma opção que deve ser sempre equacionada, mais ainda nos embates realizados na Luz, onde a ideia (penso eu) é ir em busca das vitórias e não estar com receio de perder.
