A ilha das expulsões

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A época passada, perante a surpresa geral, o elevado número de cartões vermelhos mostrados aos jogadores do Marítimo foi uma das notas de realce na Liga. De facto, não é nada comum – por cá ou em outro qualquer campeonato profissional – ver uma equipa castigada com 19 expulsões em 34 jornadas.

Esta temporada, apesar de futebolisticamente as coisas não terem começado bem para o Marítimo – já trocou de treinador, com o brasileiro Gusmão a ser rendido por Daniel Ramos –, a verdade é que disciplinarmente a situação mudou. Bom, pelo menos até ver, pois o conjunto dos Barreiros não soma nenhum vermelho. De resto, com 12 amarelos, a formação funchalense é mesmo a segunda (em igualdade com o FC Porto) com menos sanções disciplinares. Somente o Estoril (10) apresenta um registo mais limpo nesta fase da época.

Mas, se o Marítimo é agora uma equipa mais serena dentro do campo, convém salientar que o ‘vírus’ das expulsões não deixou a Madeira. A prova disso é que o vizinho e rival Nacional lidera a tabela das expulsões, com 5 em apenas 7 encontros.

Tobias Figueiredo foi o último nacionalista a receber ordem de expulsão, sucedendo a César e Ricardo Gomes (ambos na ronda inaugural), Aly Ghazal (4.ª) e Bonilha (6.ª). A equipa de Manuel Machado tem 27,8% das expulsões da prova. Um verdadeiro exagero, bem evidente se se acrescentar que oito emblemas (Benfica, Sporting, Feirense, Chaves, V. Guimarães, Sp. Braga, V. Setúbal e Marítimo) não contabilizam ainda um único vermelho em 630 minutos jogados na presente edição da Liga.

Mas, se Marítimo e Nacional têm sido protagonistas – nos últimos anos – no que às expulsões diz respeito, é justo referir que os também insulares do União, a época passada, só tiveram três vermelhos, tantos quanto FC Porto e Moreirense e apenas mais um que o Benfica. É caso para dizer que o terceiro clube mais representativo do futebol madeirense parece ser a exceção que confirma esta (má) tendência das expulsões exageradas dos emblemas da região na principal prova nacional.

De volta ao Nacional: a equipa da Choupana ainda não logrou ‘expulsar’ um só adversário esta temporada, algo que torna ainda mais pesada a sua queda para os vermelhos. Aliás, com toda a certeza, estes dados têm implicação no trajeto pouco sólido que o conjunto tem estado a fazer.

SABIA QUE...

Foi batido o máximo de golos? Com 29 remates certeiros, a 7.ª jornada foi a mais profícua da atual edição. O recorde era de 28, registado na ronda 3.

Metade dos 4 penáltis da jornada foram desperdiçados? Pela primeira vez na época houve 4 penáltis assinalados. Contudo, só 2 (apontados pelo vimaranense Marega e pelo flaviense Braga) resultaram em golo. Fransérgio (Marítimo) e Roberto (Moreirense) foram incapazes de ultrapassar Bruno Varela (V. Setúbal) e Aghayev (Boavista), respetivamente.

O Benfica é a única equipa que já beneficiou de dois auto-golos? Antes de Luís Aurélio (Feirense), também Ali Ghazal (Nacional) se tinha enganado e introduzido a bola na sua própria baliza durante um duelo com os encarnados.

Houve recorde de foras-de-jogo? A 7.ª ronda teve 43, mais 5 que na jornada inaugural.

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