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Luís Avelãs
Jornalista
Premium 05 janeiro 2019 - 00:16

A velha conversa de ter bola e isso servir para pouco

Nas três derrotas na prova, o Benfica apresentou sempre 62% de posse de bola. Só uma vez esse valor valeu pontos

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Muito por culpa de Guardiola e do sistema – notável para uns, aborrecido para outros – que começou por implementar no Barcelona, a posse de bola tornou-se, nos últimos anos, tema de conversa entre os apaixonados do futebol. Um pouco por todo o lado surgiram treinadores e analistas a considerar que, com a bola tantas vezes em seu poder, as equipas tendiam a perder menos. Objetivamente, a ideia é válida, pois é consideravelmente improvável sofrer golos quando se tem a bola. No entanto, basta olhar para os dados das equipas ditas grandes – por toda a Europa – para constatar que quando registam resultados negativos (empates e derrotas) tendem a apresentar elevada percentagem de posse. E é fácil perceber a razão: se a equipa mais forte não está a ganhar, na maioria das vezes está a tentar ‘furar’ a defesa contrária. Daí o aumento considerável da posse de bola.

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