Olhos de ver

Luís Avelãs
Luís Avelãs Jornalista

Condições iguais para todos

O Sporting tinha ontem um teste importante em Bucareste. Não, não estou interessado em avaliar a qualidade futebolística dos romenos, nem tão-pouco saber se os leões podiam (ou deviam) ter resolvido o assunto logo no primeiro duelo. Crucial, desportiva e financeiramente, era que a equipa de Alvalade carimbasse a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões. E isso, apesar do cinzento empate em casa, foi conseguido e com mais uma ‘chapa 5’ (como já se vira em Guimarães) na condição de visitante. O resto, podendo servir para o técnico fazer as suas leituras (e seguramente que as irá fazer), não vale mais do que isso. Este era um playoff para ser ultrapassado... e foi.

Significa isto que, mais uma vez, Portugal volta a contar com três representantes na elite do futebol continental. Ainda bem. Confesso que seria um pouco embaraçoso que a nação detentora do título europeu tivesse apenas dois clubes entre os 32 teoricamente mais fortes. Mais ainda quando já se sabe que, a partir da próxima época, o crivo será ainda mais apertado, pois só o campeão nacional terá a garantia de figurar na Champions, ao passo que o segundo classificado ainda terá de ‘prestar provas’ de admissão.

Jorge Jesus disse, no lançamento do jogo de ontem, que não é a mesma coisa jogar às terças ou quartas-feiras em comparação com as quintas. Tem razão. Em primeiro lugar porque jogar a mais importante prova de clubes do planeta é, por si só, bastante motivador. Qual é o jogador que se sente mais atraído pela Liga Europa em detrimento da Champions? Mas, por outro lado, também seria forçoso existir um calendário ligeiramente diferente entre Benfica e FC Porto e o Sporting. Assim, mesmo sendo certo que não jogarão todos no mesmo dia, a diferença só poderá ser de um dia.

Dito de outra forma: os grandes cá do burgo seguem em igualdade de condições para atacar uma temporada que promete ser dura, desgastante, mas igualmente ambiciosa. Há já um encaixe financeiro muito simpático para animar os cofres; as três primeiras rondas da Liga – com goleadas mas também vitórias tangenciais – foram ultrapassadas sem tropeções e, perante isso, os adeptos (assim como os respetivos grupos de trabalho) estão com os índices de confiança lá em cima. Está tudo lançado para uma competição interna bem ‘quentinha’.

O problema – há sempre qualquer coisa a obstar ao clima desejado – é que já se percebeu que nem a introdução do vídeo-árbitro vai fazer diminuir o ruído em torno da arbitragem. Aliás, parece que estamos até a caminhar para uma balbúrdia maior. Duvida? Se isto já está assim... como ficará quando começarem os empates e os tropeções dos crónicos candidatos? A resposta é fácil. Mas isto é mesmo assim e não vai mudar...

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