Dragão vacila nos dois lados

Adicione como fonte preferencial no Google

O FC Porto está em queda na Liga. Em duas jornadas os portistas só amealharam um ponto e caíram do primeiro para o terceiro lugar. É verdade que a liderança dista somente quatro pontos, que o Benfica tem exatamente o mesmo total e que ainda nem atingimos metade da competição. Ainda assim, os sinais de preocupação são evidentes e daí a saída de Lopetegui. Para o espanhol, de forma resumida, o problema está na finalização. Tem alguma razão, nomeadamente se tivermos em conta o caudal ofensivo registado no recente empate caseiro com o Rio Ave, mas que proporcionou somente um golo feliz (tal como seria o dos opositores).

Mas se há fragilidade ofensiva, convém realçar que parte do problema também reside na defesa. Se é certo que o FC Porto possui um dos melhores guarda-redes da prova e apenas sofreu dez golos até à data, não é menos verdade que depois de ver a sua baliza violada escassas quatro vezes nas primeiras 11 jornadas (o Moreirense bisou, pelo que os azuis e brancos apenas sofreram golos em três encontros nessa fase), o FC Porto segue numa improvável sequência de cinco partidas consecutivas a permitir golos.

Feitas as contas, os dragões viram os opositores marcar seis golos nos últimos cinco jogos. Quer isso dizer que a equipa sofreu mais golos neste período do que nas primeiras 11 rondas. E se perante P. Ferreira (2-1), Nacional (2-1) e Académica (3-1) ainda foi possível arrebatar todos os pontos em disputa, face a Sporting (0-2) e Rio Ave (1-1) tal já não se verificou. Assim sendo, não se pode olhar apenas para o ataque para encontrar explicações para o momento de menor fulgor da equipa. O problema... é geral.

Para reforçar essa ideia, deve acrescentar-se que, entre todas as competições, o FC Porto só não sofreu golos em um dos últimos oito compromissos (vitória, por 1-0, diante do Feirense, em embate da Taça de Portugal). Para lá dos cinco jogos do campeonato já referidos, os portistas encaixaram três golos, em casa, contra o Marítimo (Taça da Liga) e dois no reduto do Chelsea (Champions), numa autêntica final. Ao todo foram 11 em oito partidas. Um exagero face ao que é normal nos azuis e brancos. 

SABIA QUE...

Com 32 golos, a jornada 16 foi a segunda mais profícua da época? Só a 13.ª, com notáveis 40 ‘tiros’ certeiros, foi melhor. Foi igualado o mínimo de faltas na temporada? Foram contabilizadas 254 infrações nos nove jogos (média de 28,22 por encontro), tantas como as registadas na ronda 9. Esta foi a jornada com menos cartões? Os árbitros exibiram apenas 31 (29 amarelos e 2 vermelhos). O anterior recorde era 40 aquando da ronda 6.

Houve máximo igualado no total de foras-de-jogo? Os 49 agora assinalados repetem o total verificado na jornada 3.

O Marítimo lidera cinco rankings nada desejáveis? Os insulares possuem a defesa mais batida (lado a lado com o Belenenses, ambos com 34 golos sofridos) e são também o conjunto com mais faltas (305), cartões (72), expulsões (12) e penáltis contra (8).

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade