Recuperação improvável

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Após a realização das primeiras 10 jornadas, o Benfica não dava sinais de poder pensar, pelo menos de forma realista, na conquista do tri. A equipa já tinha somado três derrotas (duas diante dos concorrentes diretos), revelava imensas dificuldades para ser efetiva longe da Luz e, pior, via os adversários – com destaque para o Sporting – bem mais fortes, regulares e com uma vantagem pontual significativa.

Mas, desde a pesada derrota caseira com os leões (0-3), na oitava ronda, o Benfica começou, paulatinamente, a subir de rendimento. Tanto que, até à data, só voltou a ceder pontos na Madeira, diante do União (0-0), partida da sétima ronda mas que devido a adiamento só se realizou após a 13.ª. De resto... foram só triunfos. Feitas as contas, as águias amealharam 40 de 42 pontos possíveis depois do desaire no dérbi. E conseguiram-no demonstrando um desempenho ofensivo invulgar: 43 golos em 14 jogos, à média de 3,07 por encontro. Defensivamente, acrescente-se, o rendimento também melhorou de forma evidente, pois nesse período Júlio César foi batido 7 vezes, exatamente as mesmas que nos primeiros sete duelos.

Assim, se o cenário era cinzento à passagem da 10.ª jornada, agora, após a realização da 21.ª, tudo se alterou. O Benfica, beneficiando do empate caseiro do Sporting com o Rio Ave (0-0) e da derrota, também em casa, do FC Porto face ao Arouca (1-2), apanhou os leões no topo da classificação e abriu uma vantagem de 6 pontos em relação aos portistas. De resto, ostenta o ataque mais concretizador (59 remates certeiros, mais 16 que o Sporting e 18 face ao FC Porto) e também a defesa menos batida (14 golos), embora aqui em igualdade com os rivais e também com o Sp. Braga.

Mas, se o Benfica está na mó de cima em comparação com o que Sporting e FC Porto têm feito nos últimos tempos, convém salientar que os testes teoricamente mais complicados estão a chegar, nomeadamente o clássico de sexta-feira, na Luz, com o FC Porto. E esta época, perante leões e dragões, o Benfica ainda não somou um único triunfo, nem sequer empatou, apesar de na Taça de Portugal, ter caído em Alvalade apenas no prolongamento.

SABIA QUE...

Pela segunda vez na época não houve expulsões? O mesmo já tinha acontecido na jornada 8.

O Tondela, apesar de ter (a par do U. Madeira) o ataque menos concretizador (15 golos), vai em cinco rondas seguidas a faturar? Nesta fase, os beirões acertaram 6 vezes no alvo, tantas quanto conseguiram nas primeiras... 14 jornadas!

Académica e Tondela só não sofreram golos num jogo esta temporada? Apesar de ser o Belenenses a equipa com mais golos encaixados na prova (46), estudantes (contra o Marítimo, na 7.ª jornada) e beirões (face ao Nacional, na 3.ª ronda) só uma vez não viram a sua baliza violada no campeonato.

Só o Sp. Braga (contra o Estoril, por 2-0) ganhou em casa nesta 21.ª jornada? Situação similar sucedeu na 8.ª ronda, então com o Belenenses (face ao U. Madeira, por 1-0) a protagonizar o único sucesso caseiro.

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