Vieira não pode deixar escapar Cavani
Mais do que no passado, nos tempos que correm parece ser completamente despropositado ver um clube português avançar para a contratação de alguém como Cavani. Não está em causa, claro, a qualidade do dianteiro uruguaio, nem sequer a sua idade já acima dos 30. A questão é que vivemos um tempo diferente, marcado pela incerteza e insegurança. Até quando os jogos decorrerão à porta fechada? Quais os valores corretos das quebras de receitas, sejam elas oriundas dos contratos televisivos, dos patrocinadores, do merchandising ou da venda de ativos? Investir como nunca, desconhecendo o futuro imediato, é um risco tremendo. Luís Filipe Vieira sabe-o bem, mas nem por isso deixou, antes de se concentrar em Cavani, de fechar contratos com Vertonghen, Cebolinha ou Waldschmidt, outras três ‘trutas’ que, há uns meses, pareciam inacessíveis aos grandes cá do burgo.
