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1. FC Porto, Sporting e Benfica entram em 2018 praticamente com as mesmas hipóteses de êxito, pelo que o investimento na equipa durante a janela de mercado de janeiro pode ser fundamental para o desequilíbrio de forças e, consequentemente, para se encontrar o campeão. Há um longo mês a percorrer, mas os primeiros dados são eloquentes. Vê-se um Sporting com vontade de reforçar verdadeiramente o plantel, um FC Porto na expectativa e um Benfica, atendendo às últimas notícias, sem saber bem o que fazer.
2. O resultado do dérbi não pode definir a política desportiva dos encarnados para os próximos cinco/seis meses. Primeiro, porque, como é óbvio, não deve ser este o modus operandi de um clube desta grandeza. Depois, porque o resultado do próximo Benfica-Sporting, já na quarta-feira, nada decide em relação ao campeonato. Se vencerem, as águias colam-se ao rival de Lisboa e, mesmo que percam, ficar, no limite, a 6 pontos de FC Porto e Sporting não significa estar arredado da luta pelo título. Rui Vitória percebeu isso.
3. Carlos Carvalhal teve uma estreia auspiciosa na Premier League, com o Swansea a operar, nos minutos finais, a reviravolta no resultado no terreno do Watford, de Marco Silva.
O treinador bracarense atingiu a ‘NBA do futebol europeu’ e a sua carreira bem o tornou merecedor desta oportunidade. Como se pode ver pelo exemplo do compatriota que ontem defrontou, aqui chegado, Carvalhal nem sequer precisa de fazer milagres. Basta demonstrar rigor e sabedoria para permanecer entre os melhores.
Por Luís Pedro Sousa