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O Benfica foi o primeiro dos grandes a não somar 3 pontos num jogo da Liga 17/18. A expressão é propositada. Face à qualidade do Rio Ave e à forma como o encontro decorreu, torna-se difícil dizer se os encarnados perderam 2 pontos ou ganharam 1. O jogo fez emergir vários dados para reflexão e o principal deles talvez seja mais do que uma coincidência ou do que uma mera matriz futebolística: o golo do Rio Ave é da responsabilidade do lateral-direito do Benfica, do guarda-redes e de um dos centrais... precisamente as três posições em défice no plantel encarnado.
... e também outras conclusões óbvias
Mas há mais conclusões, ou se quisermos confirmações, que a partida tornou ainda mais evidentes. Por exemplo, Filipe Augusto não pode desempenhar as funções de 6 em jogos de elevado grau de exigência, ainda para mais com Samaris disponível. Zivkovic, pelas indicações dadas na pré-época e pelos desequilíbrios ontem criados, merece subir de estatuto entre os alas do plantel das águias. E há ainda o caso de Jiménez. O mexicano está claramente subaproveitado.
O grande teste portista e o desprotegido 4x4x2
Outra deslocação complicada será a do FC Porto a Braga. Trata-se do primeiro grande teste dos dragões, que, apesar dos desempenhos positivos, só agora enfrentam um adversário de nível superior. Mas para este confronto há um problema a menos. Não existirá inferioridade numérica no miolo, já que os bracarenses utilizam também o 4x4x2. O Benfica, neste sistema, voltou a sentir dificuldades perante um opositor de nível médio/alto. O teste ao (muito idêntico) modelo de Conceição ficará assim para mais tarde.