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Luís Pedro Sousa
Luís Pedro Sousa Chefe de redação

José Sá e Svilar

As balizas de Benfica e FC Porto conheceram novos donos nos últimos dias e os primeiros passos dos recém-eleitos, Svilar e José Sá, ficaram marcados por uma série de coincidências. Em ambos os casos, foram preteridos jogadores de renome e, também em ambos os casos, os mais jovens não estiveram à altura das exigências. O que se passou em Leipzig e na Luz foi, depois, tema de amplo debate, marcando a atualidade desportiva (só mesmo a desportiva, pois o caso dos e-mails conheceu novos dados) dos dois clubes.

A conjuntura e o grau de gravidade

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Mas as coincidências acabam aqui. Em primeiro lugar, o erro de José Sá na Alemanha é muito menos grave do que o de Svilar na Luz. É a diferença entre um lance comum no futebol (o guarda-redes não segura a bola e é golo na recarga) e uma autêntica raridade no sentido pejorativo do termo. A segunda diferença é também clara. Enquanto os últimos desempenhos do consagrado Casillas, o preterido, tinham sido irrepreensíveis, o que a olho nu não justificaria a substituição, já os de Júlio César, de tão sofríveis, pediam uma mudança.

A sorte do belga e o azar do português

Svilar teve, por outro lado, a sorte de jogar com o Manchester United e de Mourinho, um líder de opinião, ter ajudado a ‘braquear’ o sucedido, preferindo sublinhar a inegável margem de progressão do belga. O imberbe guarda-redes contou ainda com a pronta reação de Rui Vitória, que geriu melhor o tema do que as opções que tem tomado para a baliza. Com José Sá, não. A opinião do técnico do Leipzig de pouco vale para consumo interno e Sérgio Conceição deixou arrastar o assunto, acabando por fazer comparações forçadas, nomeadamente entre a situação de Casillas e a de Júlio César.

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Por Luís Pedro Sousa
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