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Luís Pedro Sousa
Luís Pedro Sousa Chefe de redação

O exemplo do FC Porto...

Durante largos anos, o FC Porto formou, comprou, valorizou e vendeu. Ao longo deste período de um passado recente, que não é assim tão fácil de identificar no tempo, os dragões ganharam títulos em catadupa e encheram os cofres, realizando mais investimentos. O Benfica iniciou o ciclo, que é sempre o mais difícil, e seguiu o modelo (não significa propriamente que o tenha copiado). Só que este ano, talvez inebriados pelo sucesso recorrente, o investimento não foi feito e os sinais surgiram prematuramente.

... e a voluntária quebra

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de um ciclo vitorioso

O Benfica tem hoje um guarda-redes titular que não dá confiança, um lateral-direito rigoroso em termos defensivos mas que não empresta a necessária profundidade à equipa, centrais lentos e um meio-campo demasiado macio. O investimento foi quase nulo. Surgiu Seferovic para ocupar um lugar que deve ser de Jiménez e Gabigol, cuja qualidade ainda está para provar de forma inequívoca. A juntar a tudo isto, há pedras-chave em má forma ou com lesões que se arrastam no tempo. O problema existe e é claro. O Benfica quebrou voluntariamente o seu ciclo vitorioso, fiando-se que os elementos que ficaram, Rui Vitória e o Caixa Futebol Campus dariam conta de todas as angústias.

A falta de bom senso

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de Aboubakar

Sérgio Conceição desvalorizou o episódio, mas não sabemos se Aboubakar foi chamado à razão pela sua presença bem disposta em pleno balneário do Besiktas, depois de os turcos derrotarem o FC Porto. O ponta-de-lança camaronês não cometeu um crime, longe disso, mas deixou patente que os tempos mudaram... Não foi, definitivamente, um exemplo de amor à camisola.

Por Luís Pedro Sousa
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