1. A opção do Sporting em manter William Carvalho e deixar partir Adrien Silva é aceitável, pelo menos do ponto de vista desportivo. A questão não é de dinheiro, nem da idade dos jogadores, mas, fundamentalmente, da existência ou não de solução no plantel. William Carvalho não tem substituto. Ponto final. Já em relação a Adrien, Jorge Jeus pode mais facilmente mascarar a ausência do internacional português, atuando com Bruno Fernandes como ‘8’ nos jogos de grau de dificuldade reduzido e com Battaglia quando for necessário fortalecer o miolo.
O risco do Benfica
em defeso milionário
2. O mercado de verão permitiu ao Benfica o encaixe recorde de 128 milhões de euros. Para atingir este número fantástico, os encarnados deixaram sair, entre outros, quatro titulares na última época: Ederson, Nélson Semedo, Lindelöf e Mitroglou, mantendo uma equipa competitiva. O que acontecer até final da temporada poderá, contudo, determinar se esta é uma política a manter. Havendo penta, os negócios continuarão a ser promovidos. Caso contrário, será, por certo, necessário travar esta espiral vendedora.
A luta Froome-Nibali
e o papel de Contador
3. A uma semana do final da Vuelta, já percebemos que, salvo qualquer golpe de teatro, a vitória será decidida entre Froome e Nibali. O britânico, que até parece estar mais forte do que no Tour, ao contrário das outras figuras de proa que também participaram na prova francesa, tem uma vantagem importante sobre o italiano. A Sky, que lidera, é bem mais forte do que a Bahrain. Mas talvez Nibali possa contar com o inconformismo de Contador, capaz de agitar a etapa mais monótona e baralhar os dados, como fez no ano passado, em que ‘ofereceu’ a vitória a Quintana no duelo com Froome.
Por Luís Pedro Sousa