Os árbitros, esses malandros

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Alimentei sempre a esperança, e já lá vão quase 30 anos de jornais, de que nunca teria de escrever que determinado árbitro influenciara diretamente o resultado de um jogo de futebol. A sorte que tive acabou e o Sp. Braga-FC Porto, de anteontem, obriga-me a abrir uma exceção. Luís Godinho contribuiu decisivamente para que os guerreiros tivessem chegado ao empate. Não por ser desonesto, não por ser incompetente, mas por protagonizar um erro grosseiro de interpretação. Por muito que dois ou três ‘spin doctors’ tenham construído, nas últimas horas, uma narrativa apressada e mal amanhada, adaptando para conveniência própria uma pseudorrecomendação da UEFA, estamos perante algo claro e cristalino. Luis Díaz nem sequer fez falta sobre David Carmo, assim como, menos de uma semana antes, quando o tal conselho uefeiro estava esquecido numa gaveta, Kritciuk também não cometeu qualquer infração sobre Nanu.

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